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VIRADO NO CÃO: RECEITA PRA SE FAZER UM HERÓI
Fim de mês. Matheus Murdoca passa na repartição aonde NÃO trabalha para apanhar o contracheque. Em seguida volta ao muquifo que ele e seu sócio Nelson Folgado chamam de escritório. Murdoca encontra Folgado eufórico de alegria.
- Murdoca, temos uma cliente!
- Mas eu não vou ter que tirar Babalu da cadeia de novo porque ela chutou o pau do barraco quando pegou mais uma vez o cafetão dela com outra pu...
Por trás de Nelson, surge uma mulher de corpo atlético, vestindo malhas.
- Queira desculpar o meu sócio, Solange. Ele é jovem e muito entusiasmado.
- Matheus Murdoca, a seu dispor. Em que podemos ser úteis.
Com ar de choro, ela começa a contar sobre seu marido, reclamando que ela o trata mau, a espanca e a trai constantemente.
- E você já deu queixa?
- E adianta? Plácido tem muitos amigos importantes...
- Vamos processar este canalha! – grita eufórico Matheus, quase babando sobre o decote de Solange..
- Eu preciso de proteção. Eu o deixei e ele jurou me matar.
- Eu a protejo! – replica Matheus, entusiasmado com a cruzada de pernas da cliente.
- Calma aí, Murdoca...-intervém Nelson.
- Calma não! Eu não admito que um canalha como este maltrate uma jovem beldade como ela!
Solange tira uma foto da bolsa e mostra a Matheus.
- Olha ele aqui ao meu lado na foto.
Matheus pega a foto e meio que perde o entusiasmo.
- Meio grandinho, né?
- Ele é quase trinta centímetros mais alto que eu.
- É fortinho, também...
- Ele fazia musculação e praticava Jiu-Jitsu no clube no qual eu trabalho como personal trainer.
Nelson se segura para não rir ao ver a foto, e comenta.
- Orra, meu, a figura é a cara do Vin Diesel!
- Ele morre de raiva quando dizem isso. Mas vocês vão me defender, não?
Com a cara mais cínica do mundo, Nelson Folgado olha para Matheus e solta.
- Como meu sócio falou, ELE vai protegê-la enquanto cuidamos do caso.
Solange sorri com aquele sorriso que só uma mulher que quer muito algo sabe sorrir. E Matheus retribui meio sem graça.
- Puta merda, Nelson, tu me meteste em uma enrascada!
- Azar o teu. Estávamos ali para oferecer apoio jurídico, não para bancarmos os cavalheiros em armadura reluzente. Ah, mas quase ia me esquecendo: temos um verdadeiro herói aqui.
- Não começa com isso, Folgado. Pensei que tu tinha esquecido esta idéia ridícula.
- Claro que não. Olha aí a tua chance. Tu vai fatasiado de tinhoso e dá uns cacetes no marido dela. Problema resolvido.
- Muito fácil. O fato do camarada pesar o triplo de mim e lutar Jiu-Jitsu não conta.
- Ora, você deu conta de três homens armados.
- Só um tava armado, e Zé Velhaco não é exatamente um parâmetro confiável.
- Bem, todo herói precisa de uma arma u habilidade especial...
- Para resolver este caso, cairia bem um fuzil de assalto com lança-granadas, ou uma metralhadora leve com alimentação por cinta...
- Sai dessa. Já viu herói que se preza usar arma de fogo? Tem que ser no braço, ou no máximo algum acessório...
- Que raio de sócio é você, Folgado? Quer me lascar, mesmo!
- Calma aí, homem. Temos que passar uma imagem de herói impávido, colosso!
- “Temos” os colarinhos! Só eu é que me lasco nestas tuas idéias.
- O negócio é o seguinte: você precisa aperfeiçoar suas técnicas de combate corpo-a-corpo e uso de armas marciais.
- “Técnica de combate”? Meu, so mais próximo de uma briga que eu já tive é quando me agarro com mulher feia...
- É isso. Você precisa de um instrutor, um mestre, um personal trainer...
- Solange estaria de bom tamanho.
- Sei...imagino o tipo de “combate corpo-acorpo”você quer fazer com ela...você bem que podia olhar mais discretamente para a bunda dela
- Mas não era uma bunda...é A bunda. Meu, devíamos processár Deus por ter concebido algo tão plasticamente simples que deixa qualquer marmanjo de queixo caído...
- ...o suficiente para o otário inventar de encarar um armário duplex que luta Jiu-Jitsu. Bem, seus problemas acabaram! Você precisa tomar aulas com o grande mestre pau-pra-dar-em-doido.
- Cumequié?
- É sério. O coroa manda ver. Dizem que ele é mestre em Kung-fu, karate, kempo, savate, sinanju, ninjutso, kendo, kyudo, tae-kwon-do, capoeira, kravmagá...
- Caralho! Tu já viu o cara lutando?
- Bem, que eu tenha visto, não...mas o cara joga uma sinuca, que vou te contar...
- Tá, Tá. Supondo que eu aceite, só por curiosidade, por que este nome?
-AI! – grita Matheus ao estender a mão em saudação ao homem de meia-idade a sua frente, que golpeia a mão estendida com um golpe de cajado.
- Conheça pau pra dar em doido, o famoso mestre.
- Hmrsrthr! – resmunga o coroa, de forma ininteligível.
- Bem, como já tinha falado antes, este é Murdoca, e ele gostaria muito de ser seu pupilo.
O velho, sem olhar para Murdoca, que ainda agita a mão dolorida, resmunga.
- Indisciplinado, moleque, indulgente, emocional.
- O prazer é todo meu – responde, irônico, Matheus.
- Você não serve pro treinamento. Complacente, folgado. Também deve ter mau hálito e peida.
- Maravilha. Chegamos a um acordo. Vamos embora, Nelson.
- Ei, peraí. Vamos, ele serve pro treinamento. Além do mais, tem aquela brejeira que eu prometi.
O velho coça o queixo, depois fala.
- Começamos amanhã. Então saberemos do que você é feito, rapaz.
- Bem, meu saco não é de borracha e nem minha mão é de ferro, por isso deixa disso de me bater.
- Ai, doeu, pô.
- Primeira lição: eu dou porrada quantas vezes eu quiser. Achou ruim, lasque-se pra lá.
Ambos estão sozinhos em um velho armazém no antigo porto.
- Bem, devo chamá-lo de seu pau ou senhor doido?
- Hmrsrthr!
- Bem, estamos nos entendendo. O que devo fazer, agora?
- Deve treinar golpes e desenvolver os reflexos através de exercícios específicos.
- Que tipo de exercícios? Devo usar equipamento especial?
- Sim. Pegue. Vassoura, lixa, pano, cera para polir, pincel, tinta e cera para taco. Comece pintando a cerca, após isso encere o chão e depois vá polir aqueles carros.
Horas depois, após encerar o piso, pintar uma cerca e polir cinco carros, Murdoca está quebrado.
- Ô, seu Myiagy, já assisti este filme. Quer dizer que após tudo isso eu sou capaz de me defender de golpes através de movimentos circulares ou ascendentes e descendentes que meus braços adquiriram após estes exercícios condicionadores, não é? Vamos, tente me bater.
Murdoca fica gesticulando com os braços, repetindo os movimentos que utilizara até agora nas atvidades. O mestre simplesmente envia o cajado e acerta a cabeça dele, que cai sentado.
- Ai, porra, não funcionou! O que deu errado?
- Nada, meu jovem – responde o mestre, segurando um maço de dinheiro – eu apenas aproveitei e peguei este serviço que você acabou de executar e ganhei uma grana por fora. E você fez um pequeno aquecimento para o que vem.
- Aquecimento? Puta que pariu! Não acredito que estava trampando até agora
para tu ganhar dinheiro?!
- Como diria seu Myiagy, se não agüentar, corra!
- Merda. Vamos, o que vem, agora?
- Vamos escolher uma arma para você utilizar. Seu amigo pediu isso.
- Amigo...pois sim.
- Venha e escolha.
O mestre abre um armário aonde há vários tipos de arma branca.
NUNCHAKO
- Estou me sentindo o próprio Bruce Lee! Olha só a minha habilidade! Sob o ombro, sob o outro, entre as pern...AAAAAAHHHHHH, MEUS OVOS!!!
- Hmrsrthr! – se limita a resmungar.
BASTÃO
- Este sim. Vamos, lá, girando sobre a cabeça, cada vez mais rápido, em movimentos graciosos, agora o ataque!
O movimento rápido para frente do bastão o faz golpear o chão com violência, fazendo com que ele volte com força em sentido oposto, acertando a cabeça de Murdoca, que perde os sentidos.
- Hmrsrthr!
ADAGAS SAI
- Bm, vamos lá. É só girar as adagas nas mãos e fazer movimentos...
Enquanto gira as adagas, elas escapam de suas mãos. Um quase acerta o mestre, que a detém com o seu cajado.
- Ué, cadê a outra....ai, meu pé!!!
- Hmrsrthr!
SABRE SAMURAI
Segurando o Katana com ambas as mãos sobre a cabeça, Matheus faz pose e a mantém. Por fim, desfere um golpe contra um oponente imaginável. O problema é que havia uma corda perto do “oponente”, que é cortada com o golpe. Como a corda estava segurando uma viga pendurada, ela cai sobre a cabeça de Murdoca.
- Uhh.....!
- Hmrsrthr!
-
ARCO-E-FLECHA
- Pô, seu Pau, tu só faz resmungar. Nenhuma palavrinha de estímulo?
- Vê se Nào acerta tu mesmo com isso. Não é possível que você consiga isso...
- Vleu, mestre. Vamos lá.
Mirando um alvo olho-de-boi a uma certa distância, ele começa a fazer mira e dispara a flecha, que passa a uma distância considerável do alvo.
- Patético. De novo.
Horas depois, há flechas enfiadas em tudo que é canto do galpão, menos no alvo.
- Pelo menos ainda estou inteiro...- comenta Matheus ao disparar mais uma flecha, que não acerta o alvo e atravessa uma janela. Escuta-se um grito.
- Ahhh, quem diabos me acertou?!
Em segundos, entra um homem grande e gordo, com a flecha enfiada na bunda. A primeira coisa que vê é Murdoca segurando o arco.
- Mau aí, chefia, não sabia que tava carregado...
Antes de terminar a frase, um enorme punho acerta-lhe o olho, colocando-o a nocaute.
Horas depois, Nelson folgado vai encontrar com Matheus e seu mestre num boteco com sinuca. Matheus está com vários hematomas e machucados.
- Caralho, tu vai precisar mudar o nome de “Virado no Cão” para “A Múmia”, usando tanta bandagem e esparadrapo.
- Vai dar meia hora, Folgado. Estou achando que se eu fosse encarar o Vin Gasolina eu iria me machucar menos.
- Bem, pelo menos ele já sabe usar alguma arma, pau-pra-dar-em-doido?
- Hmrsrthr, sim – resmunga o velho enquanto encaçapa algumas bolas.
- Beleza. E qual é?
Murdoca tira do bolso da camisa um spray de pimenta.
- Isso?
- E não duvido que ele use em si mesmo como descongestinante – comenta pau-pra-dar-em-doido.
De repente as atenções se voltam para a TV instalada no bar. A programação é interrompida para noticiar um boletim policial.
- Olha só, Murdoca. Ali não é Solange na TV?
- Com peito, coxa e bunda – responde Matheus – e quem é o pouca-telha do lado dela?
- Vixe! É o marido dela! Parece que ela está refém dele no clube que ela trabalha!
- Caramba, o cara se parece com o Vin Diesel mesmo.
Como se respondendo a Murdoca, o marido de Solange grita para as câmeras.
- Vin Diesel é a puta que pariu!
Nelson não perde a oportunidade.
- Olha aí, Murdoca, a chance que estávamos esperando para ver o Virado no Cão em ação!
- Estávamos os escambau!
- Olha só, se você salvar Solange, mesmo disfarçado, você pode dizer que pediu ao Virado no Cão para salvá-la! E consolida sua fama de herói! E quem sabe fatura a mulher.
- Você sabe argumentar mesmo, Folgado. Vai, pega o diacho da fantasia.
- Você não completou seu treinamento, moleque indisciplinado – interrompe o Sr.Pau.
- Ah, e o que temos para amanhã? Vou limpar um quintal, dedetizar uma casa ou limpar ar-condicionado de padaria. Ora, senhor pau-no-seu-cu, você está é me tapeando. E olha que eu entendo de tapeação. E quer saber? Você não joga tão bem sinuca assim....vai folgado, eu vou enfrentar este desafio.
Agarrado com Solange, seu marido a sacode, fazendo ameaças.
- Você vai deixar de trabalhar nesta porcaria de clube e vai voltar pra casa!
- Não vou! Cansei de apanhar. E agora eu tenho quem me defenda.
- Ah, quem poderá lhe defender?
- EU! – grita Murdoca ao entrar na sala, já fantasiado de capeta.
- Chapolin ?– pergunta Plácido.
- É a senhora sua mãe, Vin Diesel!
- Vin Diesel é o cu da tua mãe, viado!
- Solte a jovem dama e suma daqui, ou pagará por seus crimes, vilão!
- Ah, tu e quem mais vai me encarar, hein?
- “Vão me encarar”. Tá todo errado, até na concordância.
- Meu herói – grita Solange.
- Estou aqui para salvá-la. Murdoca me pediu.
- Quem é Murdoca? Este também vai apanhar!
Plácido parte para cima de Murdoca. Este saca seu spray de pimenta e solta um jato em direção ao rosto de seu oponente.
- Minha arma secreta!
Plácido pára, tosse um pouco. Logo em seguida, pigarreia. Olha para o spray na mão de Murdoca e o toma, apontando-o para a boca aberta e disparando jatos.
- Que beleza, acabou com a minha irritação na garganta. Posso imitar o Barry White, de novo! “Don’t go changing...”
- Que beleza de arma...
- Agora, a minha arma secreta.
Dito isso, ele saca duas raquetes de tênis. Em seguida, desfere uma série de golpes com elas contra Murdoca. Caído em um canto, Murdoca fala.
- Raquetes de tenis...eu devia ter tido esta idéia, antes.
- E esta é para não se meter em assuntos de marido e mulher.
O murro faz Murdoca atravessar a sala e praticamente entrar voando na sala de jogos do clube, caindo por cima de uma mesa de sinuca. Se recompondo, Murdoca vê o seu inimigo se aproximando. Olhando em volta, ele vê um par de tacos de sinuca. E os pega.
- Vou acabar o serviço e vou palitar os dentes com este chapolin de araque.
- É Senhor Virado no Cão para você, Vin Diesel.
- Vin Diesel não!
O golpe da raquete é detido pela ponta do taco, que se enfia na tela da raquete. Em um rápido movimento, Murdoca desarma Plácido de uma das raquetes, depois da outra.
- Não preciso disso! Você vai cagar osso depois da surra que eu vou te dar!
Em sucessivos golpes, Murdoca acerta as mãos de Plácido. Aumentando oritmo dos golpes, o demônio atrevido castiga seu oponente como um baterista raivoso que usa suas baquetas em um ritmo acelerado, não dando chance de defesa a Plácido.
- Toma isso, vilão! E isso!
Plácido cai de quatro. Enquanto engatinha, tentando se levantar, Murdoca passa giz na ponta de um dos tacos e acerta o saco do vilão. O último golpe – os dois tacos contra as orelhas, fazendo um “telefone”- põe a nocaute o dublê de Vin Diesel.
- Você conseguiu!
- Mas é claro.
Solange agarra Murdoca e o enche de beijos.
- Agora este vilão será entregue a justiça.
- Mas nem ferrando – Plácido se recupera e saca um revólver de cano curto.
Reagindo rapidamente, Murdoca atinge com um dos tacos o fundo de uma caçapa da mesa de bilhar, fazendo saltar uma das bolas. Murdoca pula e chuta a bola ainda no ar. Esta ganha velocidade e atinge Plácido na boca, quebrando seus dentes e fazendo ele engolir a bola antes de desmaiar.
- Yes! Morra de inveja, Jet Li! Só queria ver a cara de Vin Diesel quando a bola for sair...
- Vin Diesel é a vó...- diz Plácido, e volta a desmaiar.
- Você é incrível. Quem é você? – questiona, curiosa, Solange.
- Agora os vilões devem temer algo mais. Espalhem a novidade: Virado no Cão está na cidade e não tem pra ninguém!
Cheio de sim mesmo, ele sobe na janela, e antes de sair, ele fala a Solange.
- Sempre que precisar, estarei por perto.
Em seguida, salta. Segundos depois, escuta-se um barulho de metal batendo.
- AAAAIIIII!
- Que idéia de jerico foi esta de saltar de uma janela do terceiro andar?
De volta ao botequim, Nelson conversa com Murdoca, que acrescentou uma bandagem num dos pés aos demais curativos.
- Todo herói não faz isso? Ora, pois. Mas fiz o serviço. Mandei o bandido pro xiindró, ganhei o coração da gata. E aí, o que acharam?
No outro canto da mesa de sinuca, está pau-pra-dar-em-doido. Em pé, impassível, se limita a comentar.
- Hmrsrthr!
- Acho que ele ainda está chateado porque você foi agir sem concluir treinamento.
- Não é nada disso- rebate Murdoca – é que estou ganhando três partidas seguidas! Saca só.
Com o taco de sinuca, Murdoca acerta uma bola, que atinge outras, encaçapando três bolas.
- Aí. Eis minhas armas! – comemora Murdoca, virando uma dose de cachaça garganta abaixo.
- Tou vendo que ele não tá gostando muito...-comenta Nelson Folgado.
- Quiéisso...o Sr,Pau aqui é uma criatura espiritual, que transcende estas coisas de competitividade, e acho que ele é superior o suficiente para admitir que encontrou um adversário a altura. Aperta aqui a minha mão, mestre!
Já no escritório, Murdoca enfaixa a mão, que está vermelha e inchada.
- Murdoca, aquele tapa com o taco doeu até na minha mão. Mas quem mandou provocar o velho?
- Caralho, não sabia que ele era tão mau perdedor. Logo agora que eu tinha marcado pra sair com a Solange...
- Esquece. Ela ligou desmarcando.
- Ué, por quê?
- Ela disse que iria visitar o marido na cadeia, que apesar de tudo, ainda o ama, blá, blá, blá...
- Mas é uma vaca. Eu mereço.
- Bem, veja o lado bom. Agora iremos defender o marido dela. De um jeito ou outro, foi bom pros negócios.
- Acho que o dinheiro que ganharmos será gasto em curativos e analgésicos.
- Bem, se prepare que você continuará o treinamento e voltará a atacar. O Virado no Cão veio para ficar!
- Que tal TU usar a fantasia?
- Não me cabe. Fora que você tem o dom. É o destino!
- Meu, tenho pena dos nossos clientes. Tu tem uma lábia...
- Tá bom. Deixa de chorar e me passa a garrafa de whisky. E se sobrar gelo desta compressa, põe no copo.
Nosso herói se saiu bem em seu primeiro desafio. Mas novos vilões virão para desafiar o homem sem medo: Maria Tifode, Truco-Man, o bandido free-lancer e o temível chefe do crime, Caixa-D’água!