O Busilis Blog

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quarta-feira, novembro 12, 2003

 
Uma rainha africana de pele de marfim

Por Charles Coyote

Um dia destes estava conversando com um velho amigo, o Jorginho. Sempre admirei nele três coisas: a quantidade incrível de discos de jazz que ele tem, a capacidade invejável de torrar grana e os casos que ele afirmava ter tido com as deusas da época de ouro de Hollywood. Bem, acho que o que restou de tudo foram os discos de Jazz, já que nunca mais ouve uma mulher como Gilda e a grana de Jorginho parece ter virado fumaça. Mas ele sobe aproveitar bem a mesma. Como diria um velho ator de hollywood, aquele que chega ao final da vida com mais de dez mil dólares na conta bancária é um fracasso.
Naquele dia, escutávamos alguma coisa do Duke Ellington enquanto bebíamos. Ele falava sem um pingo de arrependimento de seu passado de playboy. Também se queixava de que não se fazia mais Jazz como antigamente. Nem tampouco atrizes. Ao mesmo tempo que elogiava o erotismo proporcionado pela visão das coxas de Ava Gardner, desprezava o sexismo explícito da famosa cruzada de pernas da Sharon Stone. Bem, não tenho nada contra a xereca da Sharon Stone. Aproveitei e contei a ele aquela velha piada do náufrago que estava isolado do mundo em uma ilha, sozinho com a Sharon Stone. Ele estava trepando com, provavelmente, uma das mais desejadas mulheres do mundo. Mas algo o agoniava. Então ele fez o estranho pedido a Sharon para que ela vestisse as roupas dele, de forma que ela se parecesse com um homem, e pediu para ela ir caminhando pela praia, enquanto ele foi caminhando pela praia no sentido oposto. Quando se encontraram, ele chega para a travestida Sharon, bate no ombro dela e solta: “Cara, tu não vai acreditar quando eu disser quem eu estou comendo”.
Após algumas risadas, discorremos acerca desta necessidade tão masculina de propagar aos seus semelhantes um ato sexual. Seria a necessidade de provocar inveja? Bem, esta dúvida filosófica rendeu ainda umas três doses de uísque. Ele me perguntou se eu agiria assim se eu “traçasse” uma famosa. Eu apenas respondi que nunca saberia, pois dificilmente isso ocorreria comigo. Jorge riu e me lembrou uns três casos que tive com atrizes de TV.
- Ora, não poderia considerá-las atrizes. Estavam mais para modelos tentando atuar. Fora que não são famosas. Além do mais, a Débora estava casada na época, pegaria mau sair falando para todo mundo...só comentei contigo e porque você disse que a conhecia.
- Todo mundo a conhece. Ela é famosa. Está até fazendo novela, agora.
- Bem, não assisto novela, mesmo.
Acho que o malte escocês deve inspirar conversas estranhas. Filosofávamos sobre o porquê que o homem buscava desesperadamente por fortuna, fama, poder. Depois de algumas teorias, disse a ele que tudo isso – dinheiro, poder, fama – era apenas um meio, uma maneira de se alcançar o verdadeiro objetivo. Após algum suspense, disse-lhe que objetivo seria esse: a grande trepada. Explicando, falei que todos apenas queriam dar “a trepada”, e para atrair o sexo oposto, sentia a necessidade de ser rico, famoso ou poderoso. Ou as três coisas. E quanto maior a fama, fortuna e poder, maior é a trepada desejada. Concluí a teoria dizendo que eu, particularmente, me concentrava mais em atingir esta trepada do que em obter estes meios. Meu amigo não concordou nem discordou, apenas se limitou a uma pequena risada seguida do balançar do copo. Mudamos de assunto, e depois mostrei a ele um CD da Nora Jones e outro da Diana Krall. Escutamos um pouco, e Jorginho comentou que não se faziam mais musas como Billie Holliday ou Ella Fitzgerald. Deixei os Cd’s com ele e pedi para ele dar uma chance às moças, e ele me sugeriu escutar “Jazz de verdade”. Depois me despedi, prometendo visitá-lo em breve.
Horas depois, estaria em uma loja de CD, procurando “Jazz de verdade”, segundo a definição de Jorginho. Encontrava apenas coletâneas dos velhos ícones do Jazz. Bem, acabei pegando uma de Jonh Coltrane que me agradou.
Enquanto via a relação de músicas na capa do CD, encontrei um dos mais belos pares de olhos que vi esta semana. Verdes como azeitonas em uma taça de Martini. Acompanhavam uma boca carnuda e um rosto ponteado por sardas sutilmente escondidas por alguma maquiagem. Ela estava procurando algo na seção de rock. Me aproximei dela sem demonstrar aparente interesse, e fingi procurar um CD na mesma seção. Encontrei na seção de Blues um CD de Eric Clapton, dos antigos. Noto que o CD chama-lhe a atenção. Não devolvo o CD a prateleira e o seguro, junto ao CD de Coltrane. Me viro e noto seu olhar para os CD’s em minha mão, e propositadamente eu paro meu olhar visando seus olhos e sorrio de leve. Ela retribuiu o sorriso, e pergunta.
- Tem algum outro CD destes por aí?
- Não. Só vi este que estou segurando.
- Estava procurando um CD de Eric para dar de presente. E este aí ele não tem.
- É dos antigos. Realmente é difícil encontrá-lo. E eu recomendo a qualquer um que gosta de boa música.
- Posso vê-lo?
- Claro.
Passo o CD a ela. Meus dedos tocam os dela e eu volto a sorrir para a jovem. Agora que estou mas perto, observo mais detalhes: ela é alta, quase um e oitenta de altura. Seios fartos, mas não exageradamente. Quadris largos, pele clara. Cabelos loiros e compridos. Estava usando um vestido simples e estampado, o que dava a ela um ar de menina-moça. Chutaria uns vinte e sete para trinta anos. Muito bonita, mesmo. Sorvo o ar a minha volta.
- Moschino.
- Como? – pergunta ela.
- O perfume que está usando.
- Ah. Sim, é isso mesmo.
Ela baixa a vista, tanto para ler o encarte do Cd quanto para evitar meu olhar. Nesse instante, chegam dois adolescentes e falam com ela. Eu me afasto um pouco e finjo estar procurando outro CD. Noto que os adolescentes a conhecem e pedem que ela escreva algo. Escutei a palavra “autógrafo”. Autógrafo? Tudo bem, ela é muito bonita, mas ao ponto de pedirem autógrafo? Os garotos de hoje não sabem dar cantadas...
Quando os garotos saem, eufóricos, volto para ela e pego delicadamente o CD.
- Sei que gostou, mas eu vi primeiro – digo, num tom complacente.
- Você deixaria eu levar este CD? – pergunta, de um jeito bem meigo e doce.
- Menina, acho que com esta voz e este corpinho você já deve ter conseguido muita coisa, mas não funciona comigo. Além do mais, vou comprar para presentear alguém.
Imaginei que ela levaria na brincadeira, mas percebi que ela se irritara com o comentário. Bem, não se pode fazer nada a respeito da flecha lançada e da palavra proferida. Apenas mantive meu sorriso, e puxei assunto.
- Só por curiosidade, para quem é o presente?
- Para meu namorado.
- Ele não precisa de presente. Vê-la todo dia deveria ser considerado uma dádiva dos deuses.
Ela voltou a sorrir com o comentário. Peço licença e me dirijo ao caixa.
- É para a sua namorada?
- Bem, quem sabe? Talvez depois do presente...
Ela continua procurando algum CD. Após pagar os dois CD’s, volto para seu lado e estendo um dos discos, embrulhado para presente, para ela.
- Pronto. Eis aqui.
- Para mim? Não posso aceitá-lo...
- Por que não? Eu já tenho este CD, mesmo...
- Não acredito que você fez isso.
- Por que não? Acho que todo mundo merece escutar boa música.
- Acho que se trata de mais do que isso.
- Bem, de qualquer maneira, ainda não sei o seu nome. Charles Coyote, ao seu dispor.
Beijo-lhe a mão de traços delicados.
- Você não sabe quem eu sou?
- Deveria? Bem, agora preciso saber. Pode me dizer enquanto tomamos café na rôtisserie aqui em frente...
- Adoraria, mas estou com um pouco de pressa...
- Eu não. Sou um homem paciente.
Apesar de relutar um pouco finalmente ela concorda. Sentamos na rôtisserie e ela pede um sanduíche de rúcula. Me contento com um capuccino. Deixo-a a vontade e ela começa a falar a respeito de sua vida. Ela fala seu nome. Sou péssimo com nome de mulheres. Lembro o seu primeiro nome. Luana. Sei que seu segundo nome, de acordo com ela mesmo, é o nome de uma rainha de uma tribo africana. Pavani, acho eu. Uma rainha africana de pele clara. Ela menciona que começou como modelo e já morara no Japão, Suíça e Estados Unidos. Era natural de São Paulo, passara a infância no interior mas atualmente está no Rio de Janeiro. Ofereço um licor e ela aceita. Compro um maço de cigarros Gudang Garam e ofereço-lhe um. A jovem apanha um deles e eu acendo-o com meu velho isqueiro, colega de aventuras pelo mundo afora. Ela mexe o cabelo, se inclina em minha direção e pega em minha mão, sorrindo muito.
Seu perfume, o odor do licor, a fumaça com aroma de cravo do cigarro...a velha química, cujo resultado já é por mim conhecido. Sorrimos.
Pouco depois, estamos em um apartamento no Leblon. Me oferece uma bebida. Resolvo colocar o CD do Eric Clapton para tocar. Pouco mais de três minutos de uma música de ritmo agitado. Sei o que vem na seqüência, e preparo o terreno. Massageio seus ombros à mostra, e quando a música acaba, arrisco um beijo. Os primeiros acordes de guitarra de “Wonderful Tonight” a fazem inclinar a cabeça para trás, enquanto minha língua explora seu busto. Desabotôo seu vestido, que cai aos seus pés. Um sutiã meia-taça Victoria Secrets realça a beleza de seus seios arredondados. Arranco-o com vontade e mordisco seus mamilos. O deus da guitarra abençoa esta união. Você está maravilhosa esta noite, diz ele. Jogo-a por sobre o sofá da sala, e lembro de tirar a minha roupa. Ela me ajuda, com fúria. Estamos nus, rolando sobre o carpete da sala. Nos amamos loucamente.
Depois a levo para o quarto, ela abraçada em mim, suas pernas compridas em torno de meus quadris, sua boca carnuda sugando-me. Caímos sobre a cama, e a possuo mais uma vez. Seus gritos imploravam para que eu a batesse. Dei palmadas que deixaram a marca de meus dedos em suas nádegas. Penetrei-a por trás, enquanto mordia suas omoplatas e chupava sua nuca. Segurei seu queixo e lambi sua orelha. Ela gozou. Eu ainda não. Tentamos outras posições, e ela estava ensandecida! Fazia tempo que não trepava tão intensamente. E ela também , pelo visto.
Depois, enquanto relaxávamos sobre a cama, ela acendeu um cigarro sem filtro com papel de palha. O cheiro era inconfundível. Ela me ofereceu. Recusei educadamente.
- Ë careta? – ela pergunta.
- Não, apenas não transo mais estas coisas.
Como diria meu filósofo preferido, o Reginaldo Rossi, prefiro cheirar a xota das meninas a uma carreira de pó. Mas achei que não seria apropriado citá-lo naquele momento.
- Fumo só às vezes, para dar uma relaxada.
Olhando para o cigarro de maconha acesso entre os seus dedos, ela comenta, meio displicente:
- Você acredita que, só porque fiz este comentário em uma entrevista, tem gente querendo me processar e me prender? É este tipo de hipocrisia que eu não admito. É ridículo. No mínimo, é alguém querendo aparecer.
- Você tem um corpo lindo – digo, para mudar de assunto, enquanto percorro seus contornos com minhas mãos, tocando o mons Veneris cheio de pêlos.
Ela sorri, meio sem jeito.
- Acredite. Apesar de já ter posado para uma revista, não mostrei minha nudez total.
- Sou um privilegiado, então?
- Pois é. Os outros terão que ficar sem ver minha periquita.
- Por que? Tem vergonha?
- Não, apesar que já tive vergonha de ser bonita. Mas sou mais do que isso. Quero provar a todos que tenho mais do que um rosto e corpo bonito, e que meu sucesso não depende exclusivamente de minha beleza física. E não preciso da grana que ganharia com isso. Além de que, não me agrada a idéia de um bando de moleques tocando punheta para uma foto minha.
- Por isso você ficou zangada quando me recusei a deixar você comprar o CD, quando insinuei que você conseguia as coisas com seu charme?
- Você notou? Pois é. Mas o engraçado é que o que me atraiu em você foi que você não me paparicou nem me tratou de forma diferente por eu ser bonita ou famosa. Mas foi cavalheiro.
Continuei sendo cavalheiro, por isso não perguntei “famosa quem”? Particularmente nunca a vi em nenhuma das revistas que leio. Mas ela não me é estranha, mesmo. Mas deixa quieto. Ela se levanta e vai ao banheiro, dizendo que vai tomar banho. “Não demoro”, promete ela. No CD player, está tocando uma música de Caetano Veloso. Ela confessa que o adora. Escuto o barulho do chuveiro, mas noto que ela não entra de imediato sob a ducha. O “não demoro” já está levando uns quinze minutos. Me mantenho deitado, mas perscruto o quarto como que se estivesse invadindo sua intimidade. Discos, livros, perfumes, roupas. Algumas fotos, muitas delas com um jovem ao seu lado. Provavelmente seu namorado. Deveria me sentir mau por estar agora possuindo algo que aquele homem ao qual não conheço acredita ser dono e senhor? Citando novamente meu filósofo favorito, antes dividir um prato de fílé do que comer sozinho um prato de merda. Estou meio cansado. Já não sou aquele garoto de anos atrás.
Estava quase dormindo quando minha Luana aparece, usando uma peruca preta e um vestidinho preto, transparente e sexy. Discretamente olho para o relógio. Fazia quase uma hora que ela entrara no banheiro. Ciente e acostumado com as fantasias femininas, simplesmente pergunto, sem maiores explicações, entrando em seu jogo.
- E você, quem é?
- Meu nome é Valentina. Muito prazer – diz isso, enquanto empurra meu peito com o sapato de salto agulha, me fazendo deitar completamente.
- O prazer será meu, pelo que vejo.
Ela senta sobre meu púbis, seu vestido minúsculo subindo enquanto ela abre as pernas. Sinto seu peso sobre meu membro e ela se inclina sobre meu tronco, lambendo meu tórax. Suas mãos seguram meus pulsos, e percebo que estão sendo amarradas com uma echarpe de seda aos cantos da cama.
- O que você planeja fazer, Valentina?
- Está com medo?
- Não. Apenas curioso – e com medo, também. A última que encarei fantasias femininas aquela americana doida apareceu com uma vela de sete dias e pingou cera no meu pau.
- Tenha paciência.
Passamos o resto da noite trepando. Mas confesso que não tenho mais este pique todo. Mas ela não deixaria homem algum negar fogo. Antes de dormirmos, ela me pergunta:
- Quem é Beatriz? Sua namorada?
- Não. É alguém que eu não vejo a muito tempo. Como você sabe...?
- Escutei você sussurrando o nome dela enquanto cochilava, a pouco.
Beatriz...onde andará Beatriz? Sinto falta daquele corpo perfeito, daquele sorriso, daquele humor...estaria ela sentada ao lado de Deus, como nos poema de Dante, ou despencou do céu e os pagantes não pediram bis enquanto o arcanjo tirava o chapéu, como na música de Chico Buarque? Ah, Beatriz, eu vejo seu rosto em cada mulher que encontro, mas nenhuma chega a seus pés. Bem, isso acaba fazendo com que ela fale a respeito de um romance que tivera a anos atrás que a deixou por meio ano arrasada. Um namoro de menos de um mês havia causado tamanho estrago. Ele a abandonara e em seguida se casara com outra. “Pelo menos a porra do casamento não durou”. Que consolo. Acho que ela me falou isso apenas para que eu falasse de Beatriz. Após alguma insistência, desistiu e dormiu. Que curiosidade! Seria ciúme? Vai saber. As mulheres...
Pela manhã, me levanto antes dela e me visto o mais silenciosamente possível. Acho que o extremo da intimidade é acordar junto, e não dormir junto, trepar. Isso todo mundo faz. Mas acordar junto, escancarando as intimidades...deixa pra lá.
Ela meio que acorda, e pergunta, com a voz meio morta.
- Me liga?
- É claro, minha linda. Mas devo procurar Luana ou Valentina?
Ela ri e volta a dormir. Provavelmente não ligarei. Como fiz com as outras. Nesse ponto sou incorrigível. E sei o quanto mulher odeia isso. Talvez ela me ligue ou me encontre. Beatriz...nunca mais havia pensado nela. Será que um dia a encontrarei, para terminarmos aquilo que começamos? Ou ela estará fadada a povoar meus sonhos para o resto dos meus dias? Bem, enquanto for assim, ela continuará imbatível e insuperável. Sinto, Luana, tivemos uma ótima noite, você vale por duas, mas Beatriz continua em primeiro no meu ranking.



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