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DICAS DE ETIQUETA DO SR. JACUZZI
COMO SE COMPORTAR EM UM VELÓRIO
Apesar de ser um tema espinhoso, todos estamos sujeitos a ir a um velório, mesmo que seja o seu. Não sendo este o caso, a morte de alguém não é pretexto para se agir sem classe. Por isso transcrevo estas dicas. Perca o ente querido, mas não perca a pose.
- Se o cadáver ali presente não foi exatamente um exemplo de conduta moral, devemos seguir o que recomenda as boas maneiras, elogiando-o bastante e resistindo ao impulso de comentar “este filho da puta já foi tarde!” ou “foi rachar lenha no inferno!”. Se foi um desafeto seu em vida, mais que nunca tenha a oportunidade de elogiá-lo. Siga o exemplo de homens como Brizola e Lula, que se comportaram dignamente no velório do meu velho colega Roberto Marinho. Como eu sempre digo, a hipocrisia é um favor que o vício presta à virtude;
- Por favor não vá consolar os parentes com eufemismos e lugares-comuns. Evite os já batidos “finalmente descansou”, “agora está em paz”, “está melhor que a gente”. Resuma tudo a um “sinto muito” (mesmo que esteja cagando para o fato) ou “meus pêsames”. E nunca, nunca mesmo, diga “Sei o que está sentindo”, pois você não sabe, caralho!
- Expressar sentimentos de perda e passar mal é coisa de gente sem classe. Devemos manter a sobriedade e o ar triste, apenas. Nada de choro desesperado ou desmaios;
- Por maior que seja, resista bravamente ao impulso de comentar com os pais ou parentes do morto que “fulano dava um cú que se lambia...”. Acredite, é de muito mau gosto;
- Apesar de toda a sua boa vontade em tentar animar seus parentes e amigos, não vá inventar de contar piadas durante o velório ou o enterro. Principalmente se a imprensa estiver presente. Isso pode causar um grande inconveniente para todos. Seja cavalheiro como foram os integrantes do “Casseta & Planeta”, que devem ter se coçado para fazer uma piada sobre o falecimento de meu estimado amigo Roberto Marinho, mas que preferiram não fazê-lo;
- Se o falecido por ventura era envolvido casualmente com atividades contraventórias, como negociar substâncias de uso recreativo socialmente toleráveis, não chegue próximo ao corpo dando-lhe tapas no ombro e proferindo “Aí, mermão, vacilou e os mano te encheram de azeitona. Mau aí”;
- Por mais que o saudoso companheiro fosse amante da noite e tivesse um comportamento boêmio, em seu último adeus não derrame uma dose de Whisky sobre o túmulo em um gesto teatral, ou tampouco deixe uma garrafa de cachaça ao lado da lápide. Além de ofender os parentes mais conservadores, a última vez que isso ocorreu, o coveiro bebeu o conteúdo da garrafa ao fim do enterro;
- Ainda sobre boêmios, você e seus amigos não devem levar o cadáver para uma “última noitada” pelos bares e puteiros da cidade e, ainda por cima, extraviar o corpo no processo. Caso não saibam, ele é um elemento essencial em um velório;
- E, por favor, ao escolherem a roupa para vestirem o morto, verifiquem se a mesma não tem nenhum celular ligado. Já não é cortês deixar o celular ligado durante a cerimônia, imaginem se o celular tocando for o do defunto? E pior ainda, se ele atende?
- Tudo bem que sua esposa e os pais dela morreram vitimadas em um terrível acidente, é compreensível que você não suportasse a sua sogra e que seu sogro o considerava um vagabundo oportunista, e que sua esposa era uma megera e que você só casou por causa do dinheiro. Tudo bem que você se tornou o único herdeiro, já que você não tinha cunhado, e que a fortuna deixada o deixou bem para o resto da vida. Mas, por favor, tira esse sorriso do rosto e finge que está triste;
Com estas dicas, acredito que o seu velório será um sucesso e será bem comentado por todos da sociedade.