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ÂNUS DE EREÇÃO (ANO DE ELEIÇÃO, PORRA)
Em outubro deste ano será a eleição para elegermos os vereadores e o 1o turno das eleições para prefeito. Desde 1996 o sistema de voto eletrônico está sendo implantado nas eleições nacionais, agilizando todo o processo de apuração de votos. O trabalho de contagem que normalmente se estendia por dias foi resumido a algumas horas, e a tendência é que este tempo seja cada vez menor. Comparado ao sistema eleitoral de outros países, o nosso se tornou referência., sendo um dos mais modernos e eficientes do mundo.
Mas nem por isso ele é perfeito ou satisfaça a todos. Alguns especialistas apontam pontos negativos que não permitem uma total transparência do processo e abre possibilidade, ainda que pequena, para manipulação e fraude, sem que haja um mecanismo eficiente de recontagem. Movimentos como o do voto eletrônico (colocar link) apontam sugestões para melhorar o sistema. Inicialmente eles foram ridicularizados pela imprensa “oficial” (leia-se revista “Veja”) e tomados como meros paranóicos com teorias conspiratórias. Mas o escândalo do painel de votação do Senado acabou respingando na confiança do processo eleitoral.
Mas nem por isso devemos abandonar este sistema e retornar ao velho papel. Apesar de o atual processo ter algumas limitações apontadas, como por exemplo a impossibilidade de uma recontagem efetiva de votos, nós estamos dispostos a dar nossa contribuição para melhorar o sistema, visando principalmente a satisfação daqueles eleitores saudosos do sistema antigo. Em pesquisa encomendada a respeitáveis órgãos de estatística, constatamos a insatisfação do eleitor.
O sistema de votação com cédula de papel permitia que se anulasse o voto com estilo. Não um simples marcar de todos os candidatos ou uma mera rasura na cédula. O eleitor aproveitava o suflágio para externar sua indignação para aqueles que obtiveram o direito de manipular o erário com o seu voto. Frases de baixo calão (“esta porra!Buceta!Cu!”), recomendações pouco ortodoxas (“vão se fudê, seus ladrão!”, “quem senta, fuma e cheira vota no Gabeira”, “Maluf rouba mais faz”), candidatos fictícios (Sílvio Santos, Tony Ramos, Cacareco, Macaco Tião, etc) e, às vezes, verdadeiros manifestos sociológicos. Com o advento da urna eletrônica, o ato de anular o voto se resumiu a um simples e burocrático apertar de um botão. Nossa sugestão é que o eleitor possa voltar a expressar-se em seu voto. Para tanto, sugeriríamos o seguinte:
- O acréscimo de um menu com as opções de voto nulo, como “Candidatos falsos”, “Frases ofensivas”, “reclamações”. Cada um destes menus teria submenus com as opções a serem escolhidas pelo eleitor que quisesse anular o voto com um pouco mais de estilo e visando a agilidade na hora do voto. Sem maior perda de tempo, o eleitor poderia escolher Bob Esponja para vereador de Belford Roxo, Lula Molusco para presidente (he,he!), mandar aquele Senador para a puta que pariu, indignar-se com a obrigadoriedade do voto (“pau no cu da eleição”) ;
- A inclusão de um teclado alfanumérico padrão 102 teclas para que o eleitor possa digitar qualquer texto que porventura queira anexar ao seu voto nulo e que não tenha no menu de opções, exercitando a criatividade com impropérios novos como “vai procurar um pau para melar de merda”, ou escrevendo manifestos políticos contra o sistema;
- A adição de um dispositivo apontador tipo mouse e um editor de imagem para que o eleitor possa “modificar” as fotos dos candidatos, adicionando bigodes, chifres, batom nos lábios, etc;
- Atendendo aos anseios daqueles eleitores que, além de anular o voto, faziam algo especial com a cédula (como lambuzá-la de merda antes de inserir na urna), sugerimos a adição de algum periférico de armazenamento, como CD-ROM ou leitor de disquete. Isso permitiria que o eleitor já trouxesse algum arquivo de imagem , som ou um vírus para anexar ao voto. Seria interessante que, na hora da apuração, surgisse uma imagem de uma pilha de merda seguido daquele ruído característico de uma emissão flatulenta, ou que um vírus apagasse todos os votos da urna após a mensagem “aqui procês!” abaixo da imagem de um dedo médio esticado;
Com estas sugestões, acredito que tenhamos contribuído e muito para a manutenção do processo democrático. Só resta que os órgãos competentes aprovem as modificações e as empresas responsáveis as implementem. Além de um ato cívico, a votação será divertida.