Este é o blog do Site www.obusilis.com. O Dia-a-Dia do Brasil e do Mundo no nosso diário de uma forma que ninguém ousa publicar. O mundo do ponto de vista Busilis.
A alguns meses fui isolado, me explicaram que fazia parte do processo final do meu tratamento, o isolamento controlado, procedimento padrão para que pessoas como eu fiquem isoladas por um longo período e todas as suas reações sejam avaliadas. Isso, como eles explicaram, é algo fundamental e de suma importância para que o meu tratamento seja concluído. Nesse isolamento não pude ter acesso a nada, e esse nada incluía também meus papéis e minha caneta. Sendo assim não pude continuar a contar meus passos aqui dentro por todo esse tempo. Agora o mais importante é que tudo isso teve uma compensação, consegui atender o que eles esperavam, me disseram que já estou quase que totalmente curado. Quase? Não entendi o por que dessa palavra dentre todas outras. Achei que sairia daqui na hora em que esse isolamento acabasse. Pois é ele acabou, passei por tudo com louvor e aqui ainda estou. Minha paciência, com o passar de todos esses anos aprendeu a ser grande, gigante, por isso estou calmo. Mas ainda espero encontrar o verdadeiro fim para tudo isso, nem que seja na morte.
Durante todo o duro isolamento, não pude ver o sol, nem a lua, nem ouvir sons externos, fiquei totalmente fora do convívio humano, não sabia quando era dia ou noite, o isolamento foi realmente total. Para me alimentar sempre abriam uma porta branca, que me levava para uma mesa farta, pelo menos nesse ponto não sofri. Me baseie mais ou menos no horário em que tinha fome, para saber que horas eram, e acho que isso permitiu que eu não enlouquecesse ainda mais. Na verdade, essa era a intenção desse “processo”, fazer com que eu perdesse o pouco de sanidade que ainda tinha. Mas para eles não deu certo, voltei mais lúcido do que nunca, e por isso não me deixam ir.
A sala era fria, branca em sua maioria de detalhes, apenas uns traços de um cinza claro apareciam nas grades que traziam para dentro do cubículo o ar que me possibilitava respirar. Um barulho distante do ar condicionado era o único som que ouvia, uma cama aconchegante era onde passava a grande maioria do tempo. Sem nada para fazer meu único divertimento era sonhar, apenas sonhando eu fugia daquela prisão irritante, angustiante.
.Contarei mais um de meus sonhos. Sonhei que estava em um futuro não muito distante, onde não era tão dif