A Wikipédia todo mundo conhece, é a enciclopédia livre que é aberta para qualquer um contribuir com artigos ou corrigindo os que já existem. Nesse processo, acaba que sai muita besteira, involuntária ou deliberada, que é eliminada nas revisões. Mas algumas dessas besteiras são tão criativas ou hilárias que não merecem o limbo dos bits. Po isso, a própria Wikipédia reservou uma seção chamada wikipiada, onde guarda estas baboseiras. Como exemplo, posto abaixo uma biografia totalmente falsa do empresário Abilio Diniz, fundador do Pão de Açúcar (o supermercado, não os bondinhos do morro). É simplesmente uma pérola do humor. Infelizmente não sei quem é o autor, mas de antemão, meus parabéns. Garantiu-me umas risadas em um dia horrível.
Abílio Diniz (São Paulo, Brasil, 1936), filósofo brasileiro conhecido por afirmações como "qualidade de vida exige método e disciplina" e "não adianta guardar ressentimento. É bola pra frente e vamos que vamos". Estudou em Heidelberg sob a tutela do grande filósofo neotomista Jacques Maritain, que teria ficado impressionado com a afirmação casual de seu aluno de que "a natação é o esporte mais completo" e "quem fica parado é poste". Diniz recusou a cadeira de filosofia em Heildelberg alegando que "não conseguia ficar parado" e abriu uma rede de mercearias no Brasil para sobreviver. "A filosofia já não me apresentava nenhum desafio, e sou um homem movido exclusivamente à base de desafios" (Diniz, "Recordações de Maritain e Etienne Gilson", 1974). Só voltou à filosofia em 2004, com "Caminhos e Escolhas - O Equilíbrio para uma Vida Mais Feliz" (considerado por Nuno Cobra como o "Tractatus Logico-Philosophicus brasileiro"). Teve grande influência em Quine, Rorty e Habermas. Habermas afirmou no seu livro Theorie des kommunikativen Handelns que "a filosofia nunca mais foi a mesma depois do insight de Abílio Diniz de que "quem fica parado é poste". Esse terrível aforisma ecoa no pensamento europeu com a mesma intensidade fatídica do "Deus está morto" nietzscheano". (Ao ouvir a frase de Nietzsche, aparentemente pela primeira vez, o neotomista brasileiro teria dito, "Ô, que coisa, que é isso" - o que fez com que Habermas replicasse: "Que fofo!". Ver Dennet, Daniel, "Great Philosophical Conversations of Our Times").
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